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pela Torre de Manobra Ferroviária de Pinhal Novo
Published by MovimentopelaTorre on Jul 26, 2009
Convictos da importância da Torre como elemento excepcional de arquitectura de valor patrimonial local, e representativo das raízes e tradições ferroviárias de Pinhal Novo; tendo vindo ao conhecimento dos pinhalnovenses, em 2003, a intenção da REFER a demolir, à margem do sentir da população, tornou-se urgente esclarecer e sensibilizar acerca do valor do edifício.
Formou-se então o Movimento de Cidadãos pela Torre, numa altura em que se desconheciam as intenções inerentes ao projecto da nova estação, a sua correcta implantação no terreno e as implicações que traria no tecido urbano ou no tráfego rodoviário.
Em Fevereiro/Março de 2003, a população de Pinhal Novo apenas foi informada numa única sessão de esclarecimento em 2000 acerca da modernização da linha. Aí foi apresentada uma muito vaga planta de zonamento para a implantação da nova estação, a uma escala muito reduzida; desde então nunca mais a população foi ouvida ou esclarecida sobre este projecto.
A Torre, à data, se deixasse de desempenhar a sua função original, poder-se-ia tornar um espaço visitável, no âmbito da possível transformação em Museu do actual edifício-Estação (intenção apresentada pela REFER em 2000, na sessão pública com a população).
Realizámos um abaixo-assinado que recolheu cerca de 3 000 assinaturas contra a demolição da Torre. Recorremos ao Parlamento para ouvir deputados dos vários grupos parlamentares. Pela mão de Maria Santos (PS) o Ministro da Cultura foi interpelado acerca da eventual demolição do imóvel.
Em 14 de Março de 2003, o Presidente do IPPAR abriu o processo de classificação da peça como Imóvel de Interesse Público, a fim de determinar se o imóvel representava ou não um valor cultural de importância nacional.
Após publicação de Edital, a REFER reclamou do acto.
Sucederam-se diversos contactos e a REFER admitiu a deslocalização do imóvel para Sul.
Após diversos contactos, a Junta de Freguesia de Pinhal Novo e o Movimento de Cidadãos pela Defesa da Torre de Sinalização e Manobra da Estação Ferroviária de Pinhal Novo, perante a hipótese última apontada pela REFER para deslocalização da peça, haviam concordado com essa situação e que em Setembro de 2004 a empresa suspendeu o processo de deslocalização da Torre, tendo o então IPPAR informado a autarquia de que a REFER ia “iniciar os necessários estudos conducentes à alteração do layout ferroviário da nova estação de Pinhal Novo que permitam a manutenção da Torre no local.”
Em Junho de 2009, fomos surpreendidos com um Edital do município de Palmela, no qual o IGESPAR (antigo IPPAR) assume que – por Parecer do Conselho Consultivo de 30 de Abril de 2009 – a qualidade da Torre está consagrada na classificação como Imóvel de Interesse Municipal e que a sua classificação nesse nível é suficiente para a proteger.
O IGESPAR, o Ministério da Cultura, devem responder à população e perante o Parlamento acerca dos meios legais que garantem a preservação de qualquer edifício como Imóvel Interesse Municipal, em particular quando o imóvel em causa não é propriedade municipal.
Queremos ser esclarecidos e despertar para a consciencialização e a mobilização de todos, para a tomada de medidas que visem ainda impedir a demolição da torre!
Queremos demonstrar um claro descontentamento por actos que não protejam o que é de Todos Nós.
A REFER deixou de lado os planos de deslocalização ou alteração do layout e argumenta agora com ligações a Poceirão no quadro da ligação do novo aeroporto à plataforma logística.
Mais uma vez é uma justificação conjuntural. A Torre ficou de pé; passaram 6 anos, está abandonada porque não foi integrada no layout como deveria ter sido. O arquitecto da nova estação também ignorou a existência da obra de Cottinelli Telmo – por ser uma obra de engenharia invulgar nos anos 30 ? Por ignorância da história da ciência e da técnica ? Por mero capricho? Por pressão do encomendador?
Queremos que nos expliquem tecnicamente o motivo pelo qual, de novo, a REFER opta de novo pela demolição da Torre.
Será mais uma situação conjuntural, cremos. Entretanto ela vai-se degradando, como a de Campolide – que lá ficou, com vidros partidos ao abandono.
Queremos a Torre de pé ! Queremos conciliar Passado e Futuro !
É possível modernizar sem destruir Património!
Uma solução técnica será decerto possível !
Formou-se então o Movimento de Cidadãos pela Torre, numa altura em que se desconheciam as intenções inerentes ao projecto da nova estação, a sua correcta implantação no terreno e as implicações que traria no tecido urbano ou no tráfego rodoviário.
Em Fevereiro/Março de 2003, a população de Pinhal Novo apenas foi informada numa única sessão de esclarecimento em 2000 acerca da modernização da linha. Aí foi apresentada uma muito vaga planta de zonamento para a implantação da nova estação, a uma escala muito reduzida; desde então nunca mais a população foi ouvida ou esclarecida sobre este projecto.
A Torre, à data, se deixasse de desempenhar a sua função original, poder-se-ia tornar um espaço visitável, no âmbito da possível transformação em Museu do actual edifício-Estação (intenção apresentada pela REFER em 2000, na sessão pública com a população).
Realizámos um abaixo-assinado que recolheu cerca de 3 000 assinaturas contra a demolição da Torre. Recorremos ao Parlamento para ouvir deputados dos vários grupos parlamentares. Pela mão de Maria Santos (PS) o Ministro da Cultura foi interpelado acerca da eventual demolição do imóvel.
Em 14 de Março de 2003, o Presidente do IPPAR abriu o processo de classificação da peça como Imóvel de Interesse Público, a fim de determinar se o imóvel representava ou não um valor cultural de importância nacional.
Após publicação de Edital, a REFER reclamou do acto.
Sucederam-se diversos contactos e a REFER admitiu a deslocalização do imóvel para Sul.
Após diversos contactos, a Junta de Freguesia de Pinhal Novo e o Movimento de Cidadãos pela Defesa da Torre de Sinalização e Manobra da Estação Ferroviária de Pinhal Novo, perante a hipótese última apontada pela REFER para deslocalização da peça, haviam concordado com essa situação e que em Setembro de 2004 a empresa suspendeu o processo de deslocalização da Torre, tendo o então IPPAR informado a autarquia de que a REFER ia “iniciar os necessários estudos conducentes à alteração do layout ferroviário da nova estação de Pinhal Novo que permitam a manutenção da Torre no local.”
Em Junho de 2009, fomos surpreendidos com um Edital do município de Palmela, no qual o IGESPAR (antigo IPPAR) assume que – por Parecer do Conselho Consultivo de 30 de Abril de 2009 – a qualidade da Torre está consagrada na classificação como Imóvel de Interesse Municipal e que a sua classificação nesse nível é suficiente para a proteger.
O IGESPAR, o Ministério da Cultura, devem responder à população e perante o Parlamento acerca dos meios legais que garantem a preservação de qualquer edifício como Imóvel Interesse Municipal, em particular quando o imóvel em causa não é propriedade municipal.
Queremos ser esclarecidos e despertar para a consciencialização e a mobilização de todos, para a tomada de medidas que visem ainda impedir a demolição da torre!
Queremos demonstrar um claro descontentamento por actos que não protejam o que é de Todos Nós.
A REFER deixou de lado os planos de deslocalização ou alteração do layout e argumenta agora com ligações a Poceirão no quadro da ligação do novo aeroporto à plataforma logística.
Mais uma vez é uma justificação conjuntural. A Torre ficou de pé; passaram 6 anos, está abandonada porque não foi integrada no layout como deveria ter sido. O arquitecto da nova estação também ignorou a existência da obra de Cottinelli Telmo – por ser uma obra de engenharia invulgar nos anos 30 ? Por ignorância da história da ciência e da técnica ? Por mero capricho? Por pressão do encomendador?
Queremos que nos expliquem tecnicamente o motivo pelo qual, de novo, a REFER opta de novo pela demolição da Torre.
Será mais uma situação conjuntural, cremos. Entretanto ela vai-se degradando, como a de Campolide – que lá ficou, com vidros partidos ao abandono.
Queremos a Torre de pé ! Queremos conciliar Passado e Futuro !
É possível modernizar sem destruir Património!
Uma solução técnica será decerto possível !
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